
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Falta de Orgulho!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Férias em Gent!
Eis uma amostra do passatempo que por estes dias de liberdade sem aulas/exames cá pela Bélgica. O modelo em questão, de nome “Giras”, tem dado rodopios e alguns trambolhões pelos jardim aqui ao lado.
A caixa bem diz que isto não é um brinquedo e é absolutamente imprescindível ler as instrusões, mesmo que seja em espanhol, mas teimoso como sou compreendi uma parte e decidi experimentar. Cheguei à conclusão que o aprefeiçoamento da técnica vai-se fazendo com a tentativa e erro, como todo o ser humano que se preze.
Não é o meu ambiente natural (mar), mas estou a adaptar-me bem. Até mesmo curiosos pássaros vêm ver o que se passa com esta ave rara artificial que faz barulho e não tem destino.
Apesar de ter tido algumas peripécias com transiuntes e cães a passear, o principal factor de instabilidade e direcção foi sem dúvida a minha falta de coordenação com os comandos ajudado pelo fraco vento que se fazia sentir.
Deixo-vos aqui alguns momentos únicos de diversão, com som ao vivo e a cores, de autoria de Carolina Bilbao!!!
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Bela dose
As prévias desculpas postadas pelas escamas elementares que andam à deriva pela Europa têm sempre a sua razão de ser, como muitos do assíduos leitores (não) devem ter assistido através deste célebre blogue dos carapaus.
Não falo do desporto de estudante de levantar copos, mas sim de aventuras desta escama que humildemente vai conhecendo o mundo, pelo menos por estas bandas. Desta vez falo de Paris, sim a cidade do amor, encanto, glamour e grandezas. Aproveitando a onda de viagens que a minha mãe vai fazendo anualmente, desta vez a Carolina e eu partimos de opel corsa em direcção a Paris. Apesar da nossa pegada ecológica estar a ser denegrida pelo uso exclusivo do automóvel como forma de deslocação, do ponto de vista económico saímos sempre a ganhar.
A viagem pela manhã de sábado foi-se fazendo bem, mas demorada por causa de nevões que esbranquiçavam a auto-estrada, chegando a velocidades estonteantes dos 50 aos 120 kms/h. Com hotel pago pela MBnet, restava-nos conhecer melhor a cidade-destino. O metro é sem dúvida um elemento essencial que promove o turismo e simplifica a vida aos locais e aí melhoramos a pegada ecológica, porque andar de carro em Paris não é brincadeira.
A cozinha portuguesa é fantástica e quando estamos no estrangeiro é que sentimos bem a imensa solidão dos emigrantes face à gastronomia nacional…Mas em Paris, come-se “À grande e à francesa!” Pois é caros leitores e compinchas/compatriotas, se vierem a Paris, venham com os pais ou quando ganharem o euromilhões, porque os pratos apesar de serem típicos, de alta qualidade, com produtos única e exclusivamente Francos, os valores não se prendem com modéstias! Mas quem conhece bem o sítio, como o caso da minha madre, esquemas e contactos têm múltiplas utilidades.
A começar pelos “escargots” (caracoletas recheadas), costeletas de borrego, passando pelo famoso caviar de beringela, regado de vinhos tintos das “Chateau”s francesas com “fromage” (queijo) para sobremesa, conseguimos terminar a 1ª refeição sem que as costuras se rompessem. Mas a voltinha depois do almoço foi obrigatória! Por ser enorme, convém andar bem equipado para andar e conhecer Paris sem entraves. Os ténis ou sapatos confortáveis são uma mais-valia, tal como os casacos e acessórios de Inverno, porque o frio não poupa…sem falar da crucial máquina fotográfica que convém estar provida de bateria e rolo/cartão prontos para se encherem de monumentos, acontecimentos e turismo desnudo!Aqui está representada uma réplica da estátua da Liberdade que Bartoldi ofereceu aos Jardins do Luxemburgo em Paris. Os parques parecem pequenos no mapa, mas as suas magnitudes ultrapassam qualquer semelhança com os nossos. Já tinha cá estado uns anos atrás e aí entendi porque era a cidade do amor e esses adjectivos todos. Tudo é à grande e com uma população mais diversificada que eu sei lá, para não fala das mulheres que se vestem a rigor ou com os encantos naturais. Há de tudo por aqui…, mas os ricos continuam a enriquecer enquanto os pobres mendigos vão sobrevivendo.
A cidade foi visitada de uma perspectiva exterior, contudo os jardins e palácio do Louvre, Jardim do Luxemburgo, Torre Eiffel, Ilhas por entre o canal do rio Seina onde se encontra a Notre-Dame, o Obelisco, Arco do Triunfo em Champs Elissé, para além de muitos outro ícones foram vislumbradas com grande entusiasmo.
A Av. Montaigne, uma das mais chiques da cidade, onde se encontram as famosas marcas da moda (Ralph Lauren, Dior, Channel, etc…) apresentam montras extravagantes como esta:
Esta avenida foi também onde a minha mãe se acolheu por ter um conhecido, também ele excêntrico, com um apartamento-musem, ora vejam:
Já no domingo, o almoço foi em casa do embaixador francês em Portugal que, com a sua séria diplomacia, nos serviu gostosas ostras e pratos típicos com vinhos à mistura e queijo para degustação.
Após vários kms percorridos a pé pela cidade, chegava a hora de partir, mas sem antes aproveitar o jantar, privado de entidades importantes, sem no entanto envolver iguarias astronómicas, tal como as pernas de rã frita, perdiz e suflets. Ora, suponho aqui que os biólogos devem estar a fazer caretas, mas a verdade é que estavam bem boas. A principio a minha reacção foi de estranheza, mas tal como os porcos, vacas, frangos e peixes, as rãs também são “cultivadas” numa espécie de ‘anficultura’…
Aqui vos deixo mais uma interessante pelo mundo cultural da europa, pela qual estimo!
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Ausências...
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
situación actual
Antes de ter ido de férias de Morro Jable para me juntar à cimeira de BMP por terras polacas, para além da rotina e de meia dúzia de peripécias, vou tentar fazer uma espécie de “melhores momentos” destes primeiros meses em terras Majoreras para os interessados. Ao fim ao cabo é esse o propósito deste blog, fazer uma espécie de diário para tentar evitar essa pergunta tão ambígua, com a qual de certeza que vamos ser confrontados, que consiste em quando estamos com uma pessoa que já não vemos à um tempo considerável, se lembra de nos perguntar “e então que tens feito? Que tal essa estadia no estrangeiro?”. E das duas uma ou respondemos da maneira mais superficial e flutuante possível, como por exemplo com um “está tudo bem muito sol e praia e calor” ou então tentamos fazer um resumo exaustivo no qual nos acabamos irremediavelmente por perder. Assim, embora nem todas as escamas partilhem as suas epopeias aqui vos vou relatando um pouco desta minha experiencia.
Para começar tenho de falar da vida nocturna, sim porque descobri que a noite de Morro Jable não se resume só ao bar Tortuga em que a banda residente só por ser do Pais do leite-creme e da mão de Deus se acha no direito de traduzir clássicos da música mundial (da ultima vez que estive lá fui presenteado com a musica three litlle birds do Bod Marley versão espanhola “esta es una mensaje para tiiIIIiiIIIiiII”).
Mas como estava a contar, foi através da comunidade cabo verdeana da minha residência que conheci a vida nocturna de Morro Jable. Dirigimo-nos para o “Shopping”, que consiste numa zona onde se encontram 3 ou 4 bares e em que a música por vezes me trás à memoria os carrinhos de choque da feira de S. João. A primeira raridade com que reparei, foi que a maioria dos cabo verdeanos não bebem e só saem para dançar (que conceito mais estranho de sair à noite). Desta forma dei por mim ainda a fazer aquele compasso de espera que vai desde o momento que chegamos a um sítio e vamos pedir uma cerveja para nos ambientarmos, e já todo a gente estava a dançar. Ainda fui dar o meu pezinho de dança mas sempre que uma das cabo verdeanas me puxava para dançar ficava sem saber o que fazer. Se bem que de vista já as conhecia a todas do refeitório e as mini saias e calções curtos também não foram novidade pois todas elas se passeiam pela residência assim, o que realmente me chamou a atenção foi a maneira de dançarem e toda a aura de sensualidade que as rodeia. As suas danças transpiram sexo, e isto aliado ás suas tonalidades achocolatadas, silhuetas esculturais e curvas avultadas, foi mais que suficiente para com o decorrer da noite dar por mim hipnotizado por esta magia negra. Como estava a relatar, ainda ouve algumas tentativas de dança, mas após ter sido alvo de uns quantos movimentos pélvicos mais arrojados e dar por mim em movimentos que mais pareciam saídos do Kamasutra lá tive de sair dali como a desculpa que ia buscar uma cerveja e prometendo a mim mesmo que para a próxima faria melhor figura. Dada esta incompatibilidade rítmica, passei o resto da noite a falar com duas cabo verdeanas que ao estarem sentadas, consegui estar a falar com elas sem ter de recorrer a movimentos pélvicos ou meu escasso ritmo. Dai em diante já tenho regressado a este espaço mas acaba normalmente comigo bem regado alcoolicamente a tentar entrar no ritmo ou vidrado em um sucessão de posturas mais arrojadas.
Outro episódio incontornável desta minha estadia, foi o facto de ter sido entrevistado pelo conceituado Daily Telegaph para um documentário que estavam a fazer sobre as ilhas Canárias. Desenganem-se se pensam que me entrevistaram a mim como podiam ter entrevistado outro qualquer desconhecido que estivesse a passar por essas bandas, o que eles realmente procuravam eram os meus conhecimentos de biólogos. Visto que a Lucía estava a fazer observações e que as outras funcionarias não têm vocabulário suficiente para ter uma conversa sem que ao fim da quarta palavra tenha de gesticular e recorrer a onomatopeias para se fazerem entender, calhou me a mim dar a cara e o meu saber pelo projecto. Pelo sim pelo não antes da entrevista fui ler os folhetos do projecto não me fossem perguntar alguma coisa que desconhece-se. E assim foi, com uma barba de um par de semanas e com uma expressão desgastada por uma manha de árduo trabalho, lá decorreu a entrevista de um sem número de planos quer de perfil, de longe, de perto, de trás lá e lá fui falando, fazendo entender no meu inglês ferrugento. Sinceramente depois de ter ido a polónia e de não me ter conseguido fazer entender em inúmeras situações, começa-me a vir à ideia a possibilidade de eles fazerem a gracinha ou de porem legendas ou de falarem por cima de mim para que o meu saber se faça entender em terras britânicas. Pelo que me disseram a peça estará pronta por volta de finais de Janeiro, e por essa altura lá irei colocar um link aqui no blog, dos meus cinco minutos de fama registando o dia em que um Eborense sai do anonimato e apareceu num documentário em terras de sua majestade, a falar sobre tartarugas em solo Canário.
Para terminar este regresso ao passado, gostaria ainda um relatar. À uns tempos, eu e a Lucía fomos ao nosso então responsável pelo departamento das substâncias psicotrópicas.
Tratava-se de um T0 em que dono, um tal de Jorge de trinta e poucos anos, nos recebeu em sua casa. Desde logo me deu o seu estojo e me disse para fazer um desses cigarros que tão populares se tornaram entre os estudantes. Eu, meio levado pelo optimismo do álcool que já se sentia notar após uma anterior passagem por um bar ai perto, aceitei o desafio. Quando chegou a complicada parte de enrolar, ocorreu-me que não o iria conseguir fazer. Meio atrapalhado lá tive de deixar cair a minha mascara de pessoa desenrascada nestas andanças e tive de pedir que me termina-se a o serviço, por assim.
Depois deste episódio, aos poucos o ambiente voltou ao sítio e após alguns momentos, inspirado pelo ambiente, Jorge contou-nos que tinha uma criação de três tarântulas ai no quarto. Intrigado pelo relato, lá o bombardeamos com perguntas, entre as quais, de que se alimentavam. Como em tantas outras respostas, contestou com a maior das naturalidades que eram alimentadas por osgas e que as mantinha à solta no quarto. Desta forma sempre que tinha de alimentar as tarântulas partia numa epopeia para caçar, no verdadeiro sentido da palavra, as osgas, por detrás dos armários, das mesas, da roupa espalhada no chão e afins. Para todas as pessoas, que por vezes insistiam em rotular o meu antigo retiro, um tal de segundo B, como desorganizado e desarrumado, acho que este incidente vem alterar um pouco esse conceito.
E com esta ultima historia termino o ponto de situação em parte também para não secar em demasia futuras conversas sobre as Canárias e poder agora centrar me um pouco mais nessa ate agora pouco divulgada operação polónia. Imagino que à minha semelhança, já devem de haver ai umas quantas cabeças a fervilhar, com vista a futuros post a publicar, como flatulências mal controladas e competições internacionais!
Ah Ah afinal também escrevo!
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Noite de Natal
Como algumas pessoas souberam, eu fiquei em Olsztyn nas férias do Natal, devido a 3 razões, primeira: tinha recebido à pouco mais de uma mês a visita da minha mãe e irmão; segundo: por uma questão de preferência, irei a Portugal em Fevereiro, ficando por terras lusitanas 19 dias, podendo assim, visitar, quer família, quer amigos de Vendas Novas, quer amigos de Universidade; terceira: se fosse a Portugal no Natal, ficaria só 6 dias, pois dia 28 de Dezembro iria receber a visita de 5 amigos Universitários..... assim sendo não fiquei cá como algumas pessoas disseram ou pensaram por causa das polacas..... bem mas adiante....
A zona onde vivo (Kortowo) estava completamente vazia, na minha residência só estava eu e outra rapariga (para quem conhece, a pink girl)....e temperaturas muito baixas.....média de 10 graus negativos....portanto como podem imaginar, saí uma vez de casa em 5 dias, para ir ao Liddle, e encher o frigorifico e armário....acho que nesses 5 dias antes do Natal, nunca tinha visto tanto filme na minha vida......mas foi bom estar sozinho uns dias.....faz bem para reflectir os tempos vindouros e os que já foram também....
Relativamente à consoada, fui convidado pelo meu colega de laboratório, Konrad, para jantar e ficar lá o dia 25. Gesto muito simpático.....e assim foi, comprei uma garrafa de vinha australiano, era a que tinha o rótulo mais bonito e lá fui eu....
Na consoada era eu, o Konrad, a mãe, o pai e a Ianmsha (cadela muito fixe)...pessoas muito simpáticas e humildes.....o pai perguntou-me se falava polaco, obviamente disse que não, e então perguntou-me "falas russo?" e eu obviamente disse que não, ele ficou muito admirado, pois o pai do Konrad é um senhor de idade....e ainda é do tempo da guerra Mundial, então na época toda a gente falava russo....
Relativamente à comida e tradições....na consoada não se come carne....então comi carpa e creio que era arenque (mas sem certeza), com uns vegetais que não sei dizer o que era...e a acompanhar, uma bebida quente, não alcólica á base de cogumelos e beterraba, estranho sim senhora, quanto mais bebia mais sede tinha, mas envergonhado como estava, nem pedi água nem nada....só me apetecia aquele copinho de vinho...mas achei melhor não, podiam ficar ofendidos....veio a sobremesa, que era esparguete doce com mais qualquer coisa...mas era bom (diga-se de passagem que repeti) e eu que nem costumo gostar muito de doces :-) de seguida procedeu-se à troca de prendas....eu não comprei nada a ninguem, nem tava à espera de nada....mas deram-me uma caixa de chocolates e uma caneca.....depois veio os aperitivos, e simpáticos como foram fizeram questão de comprar uma garrafa de vinho do Porto, fica o gesto, pois fizeram-no para eu me sentir em casa, mas o problema é que era Porto Pingo Doce, ou seja, não valia nada....mas bebe-mo-la toda na mesma, e ficou obviamente o gesto simpático......de seguida fomos dar uma passeio a pé pela zona....e de seguida fomos deitar.....isto eram aproximadamente 23h....cedo sim.....
o dia seguinte até foi mais interessante, acordámos....às 11 da manhã, comer o pequeno almoço, que era o resto do jantar da véspera (algo pesado pela manha), mas não me fiz rogado....depois fomos dar um passeio pelo mato....muito fixe....muita neve, vi esquilos, um lago congelado que nunca tinha visto, e regressámos 2horas depois.....ficámos a ver um filme (a ponte sobre o rio Kwain) em polaco...portanto pode imaginar o que eu percebi do filme.....mas a parte que mais me espantou foi depois, o jantar, ás 6h.....puré de batata com carne e uma salada estranha mas boa.....até aqui tudo normal.....mas a acompanhar shot´s de vodka e mais nada.....portanto se tivesse sede, só bebia aquilo....e assim foi.....5 shot´s...sempre a fazer cara feia......ja tava com os calores. mas estranho foi o pai do Konrad...despachou uns 7 ou 8 mas na boa, sem fazer cara feia...tranquilo e sempre a querer encher o meu.....
E assim foi a minha consoada e dia de Natal, diferente mas muito engraçada.....
Do Widzénia
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Feliz Ano Novo!
Carapaus na Polónia!
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Nós Por Cá!
Alguém me informa como correu a operação polónia? Eu